Novas Aplicações para a Bolsa Stand-up de Papel

Dois anos atrás eu escrevi sobre um novo desenvolvimento como resultado de uma colaboração de algumas empresas de embalagens brasileiras. O PaperPouch foi um esforço conjunto das empresas Ibema, Tradbor, Dow Brasil e ESPM.

A rigidez do papel permite ao PaperPouch ficar “de pé”, além de oferecer uma aparência e toque únicos no mundo de bolsas pouch no mercado nacional. O polietileno, por sua vez, é responsável pela integridade física e proteção do conteúdo. As possibilidades de adição de novos materiais são praticamente infinitas, possibilitando oferecer a proteção necessária para as diversas utilizações.

A “plasticidade” do polietileno aliada a outros materiais adicionados por co-extrusão ou laminação permite ao PaperPouch armazenar grãos secos, cereais, café em grãos, ração animal, produtos de limpeza em pó, dentre outros.

Desde que o desenvolvimento foi noticiado, não vi nem fiquei sabendo de nenhuma aplicação deste interessante formato de embalagem, até recentemente, quando duas empresas diferentes nos EUA trouxeram seus produtos para o mercado em um stand-up pouch do tipo PaperPouch. Podem ser aplicações legítimas do PaperPouch original ou imitações (ilegítimas), o que não é possível saber pois as empresas  se recusaram a citar os fornecedores. Seja qual for o caso, é um desenvolvimento interessante e promissor em stand-up pouches.

Brad’s Raw Chips e Gummy Owls de Green Forest Nutrition: quando você olha para os produtos, percebe que se ajustam perfeitamente às bolsas stand-up em papel.
A Brad’s Raw Chips, Kale Hot, afirma que suas batatinhas são as “mais saudáveis do mundo”. A empresa diz que os chips (ou batatas fritas) são desidratados, não são cozidos nem fritos, e se mantêm saudáveis, com enzimas ativas e nutrientes que auxiliam a digestão. Essas batatinhas veganas cruas também são isentas de glúten.

A Green Forest Nutrition introduziu o Gummy Owls, descrito como “o primeiro gummies (balas de goma) do mundo para perda de peso em família”. Afirmam que são feitas com uma super fibra de inhame (konjac manan), clinicamente comprovada para redução de peso corporal e gordura em adultos e crianças com segurança.

Mas o que nos interessa é a embalagem/bolsa. Embora as empresas se recusem a informar as especificações dos materiais, sabemos que estas bolsas stand-up são feitas a partir de papel kraft laminado. O laminado é provavelmente um polietileno.

Em relação à camada interior de plástico, testes no Brasil resultaram em polietileno como sendo a melhor proteção possível para o produto, devido ao seu desempenho de vedação, e a sua integridade mecânica. A versatilidade do polietileno combinado com outros materiais incorporáveis por co-extrusão ou laminação permite que a bolsa de papel stand-up possa ser utilizada para grãos secos, cereais, grãos de café, alimentos para animais de estimação, detergentes em pó e muitos outros produtos. As possibilidades de incorporação de outros materiais são virtualmente infinitas, abrindo mercado para as mais diversas aplicações.

E há mais um. Na Austrália, me deparei com um stand-up pouch de papel para peixes.

A empresa australiana Australis afirma que preparar o seu saudável Barramundi (tipo de peixe) nunca foi tão rápido e fácil. O peixe cozinha a vapor no microondas em menos de 10 minutos (40-45 minutos num forno convencional), enquanto que a sua bolsa patenteada de papel não-branqueado retém o vapor para garantir o cozimento uniforme.

Então, essa foi a bolsa de papel, ou não? Enquanto pesquisava na internet, descobri também que há, em edições limitadas, stand-up pouches feitos de papel de arroz.
Bem, antes de mostrar os exemplos, vamos falar sobre o papel de arroz.

O termo papel de arroz geralmente se refere ao papel feito de partes da planta do arroz, como palha ou farinha de arroz. Esse termo também é utilizado para o papel fabricado a partir ou contendo outras plantas, tais como o cânhamo, bambu ou amora.

Na Europa, por volta dos anos 1900, uma substância semelhante ao papel era originalmente conhecida como papel de arroz, devido à noção equivocada de que ela era feita de arroz. Na verdade, se tratava da medula de uma pequena árvore, Tetrapanax papyrifer, a planta papel de arroz.
A planta cresce nas florestas pantanosas de Taiwan. A fim de produzir o papel, os ramos são fervidos e são retiradas as cascas. O núcleo cilíndrico da medula rola sobre uma superfície plana contra uma faca, através da qual é cortado em folhas finas com uma textura parecida com um fino marfim.
Ele é usado para origami, caligrafia, telas de papel e roupas. É mais forte do que o papel de celulose produzido comercialmente. Menos comumente, o papel é feito de palha de arroz.

OBS: Não confundir com outro tipo de papel de arroz, que é o papel comestível feito de amido e, especialmente, usado na cozinha vietnamita. Papel de arroz comestível é usado para fazer rolos frescos de verão ou rolinhos primavera fritos, onde o papel de arroz é chamado bánh tráng ou bánh đa nem. Ingredientes do papel de arroz alimentício incluem farinha de arroz branco, farinha de tapioca, sal e água.

Hora de dar uma olhada em alguns stand-up pouches feitos de papel de arroz.

Ma Snax Superior Dog Treats, são produtos orgânicos para cães feitos artesanalmente de forma sustentável. A nova embalagem é uma bolsa de papel de arroz com uma pequena janela. São elegantes e suaves ao toque e os rótulos coloridos se destacam. Afirmam que o stand-up pouch é uma opção de embalagem eco amigável. É reciclável, mas não compostável, pois são revestidas com polietileno para garantir a estabilidade e enquadrá-los na classe alimentícia.

E mesmo fora do setor alimentício você encontra um stand-up pouch feito de papel de arroz. A empresa oferece um kit de pintura com pincéis, incluindo 6 pacotes de diferentes cores, 6 potes compostáveis com tampas e 2 escovas de bambu (livre de crueldade – não testados em animais), em uma bolsa de papel de arroz. Não posso confirmar a alegação da compostagem dos frascos e da bolsa stand-up feita a partir de papel de arroz, pois não tenho informações específicas da empresa.

Se as afirmações estão corretas, as duas empresas fizeram um bom trabalho.

Texto revisado por Fabiana Paciulo

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