
Atualmente temos três assuntos quentes no mundo da embalagem.
O primeiro é a tampa dispensadora, encontrada na maioria das garrafas de água para inserção de certas doses de vitaminas. É um formato de embalagem que através dos últimos anos atraiu um número crescente de indústrias de bebidas, mas agora está se expandindo para outras aplicações.
O segundo trata das embalagens self –heating (auto aquecíveis), que possuem a capacidade de aquecer o conteúdo sem necessitar de fontes de calor e energia externa. Até agora, esse tipo de embalagem estava concentrado no mercado de bebidas como café e chá em lata e mais recentemente foi aplicado para sopas, porém, sem dúvida a veremos no segmento de alimentos sólidos e no mercado on-the-go (para viagem).
Isso nos leva ao terceiro assunto, o qual, com certeza se enquadra na conveniência das embalagens on-the-go, um segmento de mercado que cresce rapidamente e tem se propagado para o segmento de snacks e alimentos prontos para o consumo em embalagens de conveniência.
É interessante observar todos esses tópicos combinados em uma única inovação, devo dizer bastante revolucionária e única.
Mas, antes de discutirmos essa inovação, temos que olhar mais de perto a questão da conveniência de alimentar nossos bebês com fórmulas infantis quando não estamos em casa.
Nos últimos anos, temos visto inovações interessantes em embalagens para esse tipo de produto, contudo, todos eles mantêm a “luta” dos pais com a embalagem do pó, colher medidora, mamadeira e bico e, além disso, a tarefa, às vezes árdua, de encontrar uma fonte de aquecimento, para que a criança possa finalmente desfrutar de sua “refeição”.
Bem, a resposta vem na forma de uma embalagem com auto-aquecimento, que inclui dispensador de pó, quantidade suficiente de água potável e um bico.
Essa inovação em embalagem foi desenvolvida pela start-up Holandesa Aestech em Eindhoven e é uma embalagem para alimentos semi-líquidos, especialmente alimentos para bebês.
Ao contrário das embalagens desse tipo disponíveis no mercado – a maioria composta por latas metálicas com pré-misturas de café e chá – ela possui uma câmara separada onde se encontra o leite, enquanto o elemento de aquecimento está localizado no fundo, em uma câmara maior, onde se localiza a água.
Em outras palavras, não se trata de um produto com ingredientes pré-misturados, pois as vitaminas e o leite em pó são armazenados separadamente da água, permanecendo secos até o momento do consumo, o que preserva o “poder” das vitaminas.
Mesmo já se encontrando patenteada, essa embalagem ainda está em desenvolvimento, ou mais apropriadamente, se trata de um protótipo.
E você verá isso observando as imagens. Consequentemente eu não poderia deixar de fazer alguns comentários críticos.
A câmara de dispensação
Após a remoção do selo da tampa, o botão de ativação pode ser acionado através do selo plástico entre a câmara de dispensação do pó e o compartimento de água que flui em uma linha reta.
Para café e chá em pó, como é o pó que cai sobre a água, não há problemas, porém, em se tratando de leite, o problema de formar grumos é mais crítico.
Mesmo que as instruções sejam de chacoalhar diversas vezes a fim de obter uma mistura perfeita entre o pó e a água, é duvidoso que toda a matéria seca dispensada pela câmara termine na água.
Em minha opinião, o “gotejamento” em linha deveria ser substituído por um circular – como observamos nas tampas (Twist Caps) de bebidas com vitaminas – para ter a certeza que todo o pó caia sobre o líquido abaixo. A dispensação em linha reta é muito crítica para garantir que todo o pó se misture com a água. (Veja mais detalhes sobre o desenvolvimento de tampas dispensadoras em meu artigo : “Developments in Dispensing Caps – An Overview” 01, 02, e 03).
O elemento aquecedor
Para garantir que todo o elemento aquecedor seja circulado pelo líquido a ser aquecido, esse elemento, feito de alumínio, é disposto em pequenas colunas. Isso tem a maior importância, não somente para garantir a melhor transferência de calor, mas também para prevenir a ocorrência de reações bruscas que derretam o fundo da embalagem plástica.
Este desenvolvimento é um desvio das práticas comuns nas latas com auto-aquecimento, onde o elemento de aquecimento é parte integrante do fundo da embalagem e onde é encontrado consequentemente, o botão de ativação. No desenvolvimento da Aestech, o botão de ativação está no topo da embalagem e o elemento de aquecimento está separado do fundo pelo líquido.
Claro que esse tipo de aplicação para fórmula infantil é muito importante já que menos energia é necessária para levar o produto à temperatura de 37°C, em contraste aos 62°C do café.
(veja meus artigos detalhados sobre embalagens auto-aquecíveis em: “Self-Heating Packaging Containers” 01 e 02).
A construção
A embalagem possui quatro compartimentos ou câmaras. No compartimento do topo – ou câmara de dispensação – onde está o botão de ativação, encontramos a matéria seca (leite em pó e vitaminas) selada com alumínio.
O líquido a ser aquecido encontra-se no espaço entre essa câmara e o elemento aquecedor. O elemento aquecedor está totalmente imerso nesse líquido de maneira a garantir o contato com o líquido, mas prevenir o contato direto com o consumidor.
Esse elemento aquecedor é preenchido com uma certa quantidade de óxido de cálcio, que reage com água se transformando em hidróxido de cálcio, o que gera o aquecimento. A água é necessária para que essa reação exotérmica se processe após ativação do botão no topo da embalagem.
Podem ser utilizados materiais alternativos ao óxido de cálcio como pó fino de ferro que fornece calor de oxidação ou soluções saturadas que fornecem calor de cristalização.
Como funciona
Através do acionamento do botão no topo da embalagem o alumínio que recobre a câmara de dispensação se rompe e libera a matéria seca (leite em pó) que cai sobre o compartimento inferior contendo a água.

Isso gera uma ação simultânea através da pressão que empurra a água através do tubo do elemento aquecedor, gerando a reação exotérmica com o óxido de cálcio. O elemento aquecedor então transfere o calor para a mistura ao seu redor e após cerca de 2 minutos e sob ligeira agitação da embalagem a fórmula atinge a temperatura ideal de consumo de 37ºC, o bico pode ser colocado e o bebê pode desfrutar de sua refeição.
Estou ciente de que essa inovação precisa de algumas modificações antes de ser colocada no mercado, mas não se pode negar que se trata de um desenvolvimento único e inteligente.
Espero ver mais inovações como essas esse ano.
Traduzido por Fabiana S. Paciulo


No cenário de prosperidade atual e com o aumento de poder aquisitivo há grandes possibilidades, em especial para lanches matinais, levando-se em consideração o trunfo de alimentos embalados em relação à higiene, quando pensamos em alimentos vendidos na rua.
Fabricantes dentre várias categorias de alimentos e bebidas estão atendendo as necessidades dos consumidores com hábitos de consumo “para viagem”. Em 2011, 37% dos lançamentos de novos alimentos e bebidas enfatizavam os atributos de rapidez e portabilidade, contra uma média histórica de 28%.
A empresa Dinamarquesa 




A 
Em meu segundo artigo sobre a evolução nas embalagens farmacêuticas (ver meu artigo anterior sobre a 












No blog “myprivatebrand” de 15 de Março de 2012, Perry Seelert, parceiro estratégico da united* dsn, uma consultoria de design em Nova York e São Francisco, escreveu sobre o que chamou de “A Síndrome Autocongratulatória”.




A embalagem é mais compacta do que frascos rígidos e achata quando vazia, o que pode facilitar o descarte de resíduos e baixos custos de remoção. Quando se trata de reciclagem, a garrafa rígida original é realmente mais fácil de reciclar, pois a Yes Pack pode não ser aceita para a reciclagem em todas as áreas. No entanto, a Kraft afirmou que embora a garrafa rígida original seja mais aceita por programas de reciclagem, sua taxa de reciclagem tem sido baixa.
Antiestáticos são amplamente utilizados em embalagens como filmes, recipientes termoformados e garrafas PET, nos quais ajudam a separar as superfícies durante a produção e reduzir a atração de poeira para uma melhora estética em curto prazo.
A Entira Antistat IDP da DuPont baseia-se em um ionômero de etileno, que faz com que seja compatível com poliolefinas, bem como outros polímeros, como ABS e poliestireno. Esta compatibilidade resulta em transparência e superfície lisa para embalagens poliolefinicas e recipientes moldados por sopro. Porque não ocorre migração, o Entira AS não interfere nas propriedades de selagem do filme.
Eu raramente escrevo sobre embalagens médicas e farmacêuticas. A razão é simples. Em meus cerca de 45 anos de experiência na área de embalagens, estive envolvido principalmente com tecnologia de embalagens de alimentos e apenas esporadicamente e não frequentemente em aplicações não-alimentares. Além disso, sei que muitos dos meus leitores vão discordar, eu acho as embalagens para alimentos muito mais fascinantes e suas soluções mais complicadas, do que as embalagens não-alimentares. Claro que embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos também são muito exigentes, mas suas demandas surgem mais de regras e regulamentos, falsificações e similares e menos com os requisitos do produto.
Então, para ajudar a acomodar a resposta, deixe-me destacar aqui alguns desenvolvimentos interessantes em embalagens farmacêuticas. Começamos com a embalagem que ‘fala’, é o futuro.



Dois anos atrás eu escrevi sobre um novo desenvolvimento como resultado de uma colaboração de algumas empresas de embalagens brasileiras. O 


A empresa australiana
Na Europa, por volta dos anos 1900, uma substância semelhante ao papel era originalmente conhecida como papel de arroz, devido à noção equivocada de que ela era feita de arroz. Na verdade, se tratava da medula de uma pequena árvore, Tetrapanax papyrifer, a planta papel de arroz.
E mesmo fora do setor alimentício você encontra um stand-up pouch feito de papel de arroz. A empresa oferece um
É de conhecimento dos meus leitores regulares que eu me oponho fortemente a qualquer uso dos chamados materiais de embalagem biodegradáveis ou compostáveis. Primeiramente, por falta de oxigênio, nenhum material de embalagem se degrada em aterros sanitários e as muito poucas instalações industriais de compostagem muitas vezes se recusam a aceitar materiais de embalagem em seus processos. Além disso, vamos encarar, não há materiais de embalagem feitos de um único componente. Sempre há revestimentos ou aditivos e frequentemente mais do que uma camada de diferentes materiais.
Vamos começar com a reciclagem de embalagens flexíveis, um formato de embalagem com um imenso potencial de crescimento. Bolsas têm muitas vantagens, tais como o peso leve, resultando em economia nos custos de material e de transporte, mas devido ao conteúdo (alimentos) muitas vezes têm uma camada de alumínio e, consequentemente, são ditas como não recicláveis. É óbvio que os proprietários das marcas estão ansiosos para ver isso mudando já que querem colocar um “logotipo reciclável” nas embalagens para reforçar suas credenciais de sustentabilidade.
No entanto, resta um resíduo de plástico/alumínio que não é e não pode ser processada pela fábrica e é atualmente depositado em aterro ou incinerado. Mas isso é desnecessário e um desperdício de alumínio bom de primeira qualidade.
Este resíduo é secado e quebrado em pequenos pedaços antes de passar pelo processo de pirólise, que consiste em expor o material à 400o C de temperatura em uma câmara livre de oxigênio.

Concluindo, podemos dizer que o componente de alumínio em todas as diferentes embalagens desde bolsas até caixas de papelão, agora pode ser recuperado e usado como novo na próxima geração de embalagens.



















